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quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Jornalismo e as novas tecnologias

Por: Gabriel Tavares de Lima (Opinião)

O Jornalismo é uma profissão que nasceu antes mesmo da prensa de tipos móveis de Gutenberg. Desde os primeiros jornais escritos a mão, a posteriormente os jornais impressos, revistas, rádio e televisão, o jornalismo continua evoluindo e se adaptando a essas novas tecnologias.

Então surge a internet, gerando interação entre emissor e receptor, englobando mídias como televisão e rádio, e provocando mudanças nos antigos meios de comunicação. Com a internet, uma informação ou notícia podem ser rapidamente transmitidas para todo o mundo, o jornalista pode presenciar um fato, tirar uma foto, e enviar rapidamente para a redação através de uma lan-house ou cybercafe.

Além de toda essa mobilidade, a internet também gerou novas formas de se fazer jornalismo, como o Twitter, mecanismo que surgiu simplesmente como uma rede social, mas que tem sido cada vez mais usado para se fazer jornalismo.

Um exemplo do uso do Twitter pela mídia, pode ser encontrado na Rede Bandeirantes de Televisão. A Band criou um perfil de twitter, e utiliza essa ferramenta, para transmitir as notícias do jornalismo da emissora, em tempo real, alinhadas de acordo com o programa que está no ar naquele momento. Dessa forma, caso você julgue necessário um aprofundamento no assunto, basta ligar a TV e assistir.

Outro serviço prestado pela Band pode ser encontrado em um perfil da emissora no Twitter específico para o trânsito, fazendo um constante monitoramento do tráfego de São Paulo, ferramenta que causou um impacto muito positivo entre os paulistanos.

O jornalismo está em constante evolução, e pronto para se adaptar a qualquer evolução tecnológica que possa surgir.

sábado, 30 de maio de 2009

Jornalismo Participativo

Por: Joyce Felipe (opinião)

Tirei a foto de uma árvore perto de minha casa que foi derrubada pelo vento há mais de um ano e está presa pelos galhos na fiação elétrica e nos galhos de outra árvore. Fiz a matéria sobre o arbusto e tentei enviar a dois sites de jornalismo participativo: no Vc repórter (do portal Terra) e no Eu-repórter (do site do jornal O Globo).


Vc repórter (Terra):

Tentei clicar três vezes no link, mas só consegui acessar o site após digitar na barra de endereços. As notícias são de várias partes do Brasil. Um site com várias abas: destaques, notícias, como enviar, dicas, envie agora. Em “Como Enviar”, as instruções são bem explicadas, contando com ilustrações; ideal para quem ainda é um pouco leigo no mundo digital. Na aba “Dicas”, conselhos práticos para se fazer um bom texto, uma boa foto ou um bom vídeo.

Para se cadastrar, é obrigatório o envio de algum material, além de ler um termo de responsabilidade (que na ficha está como “Cessão de Direitos sobre obras fotográficas, audiovisuais ou artísticas”). Após ler esse termo, o botão “Sim, autorizo a utilização do material” é disponibilizado para ser clicado e, depois, poder enviar o material.

Nas reportagens divulgadas, primeiro, é mostrado o texto do leitor junto com a foto. Depois o site convida o internauta a mandar notícias de situações parecidas. Logo após, vem um texto de um jornalista do portal, que divulga as explicações dadas pelas autoridades através de assessorias.
Neste site, a matéria foi enviada normalmente, mesmo com a conta de e-mail de outro portal.


Eu-repórter (O Globo):

O acesso foi um pouco mais fácil. O site é mais simples e as notícias são todas do Rio de Janeiro. O link “como participar” abre uma nova janela, que divulga regras de participação, como autoria do texto, mensagens preconceituosas e termo de compromisso; além da quantidade máxima de caracteres para o texto e de megabytes para os anexos.

Para se cadastrar, é necessário que se abra uma conta no portal., assim como ler uma notícia do eu-repórter. O site está aberto a comentários sobre as notícias enviadas.

Quando fiz o cadastro, fui informada de que a validação do cadastro estava no meu e-mail. Não consegui abrir o e-mail justamente porque não este não era validado. Tentei me cadastrar com uma conta que eu já tinha (de outro site), mas foi em vão. Verifiquei meu e-mail duas horas após o cadastro (que é o que o site pede) e não recebi nenhuma mensagem. Então, desisti de divulgar a notícia no portal.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Considerações sobre o jornalismo participativo

Por: Thaís Santana

Mais do que uma tendência, o jornalismo colaborativo é uma realidade. Desde o final da década de 1990 - com o boom da internet, seguido pela febre dos blogs – a prática jornalística vem sofrendo reconfigurações, principalmente no que diz respeito à interatividade com seu público. Pode-se falar numa abertura aos leitores/espectadores, no sentido de que estes, agora, deixam de apenas receber a notícia e passam a participar ativamente da construção do conteúdo noticioso dos sites.

Nesse contexto, a internet disponibiliza ferramentas como o Citizen News, do YouTube, que segundo o site Jornalistas da Web é “um canal de notícias cidadãs em forma de videoblog e cujo objetivo é destacar alguns dos melhores conteúdos noticiosos produzidos pelos usuários e publicados no site (YouTube)”.

Mais conhecidas e voltadas especificamente ao jornalismo colaborativo na internet são as páginas Eu-Repórter, do jornal O Globo On-Line, e Vc Repórter, do portal de notícias Terra. Ambas permitem o envio e possível publicação de informações específicas de lugares aos quais os grandes veículos não chegam, seja por falta de tempo, de recursos ou de equipe. Também podemos citar o Vc no RJTV - disponível na página do telejornal local da TV Globo -, no qual o usuário envia vídeos de acontecimentos que podem ser veiculados na edição televisiva.

O envio de conteúdo segue alguns critérios, mas está pautado basicamente num processo simples de cadastro e na aceitação do usuário para os termos de compromisso e cessão de direitos autorais. São solicitadas informações como nome completo, apelido (ou nome para crédito autoral), e-mail, telefones etc. O Globo On-Line vai mais longe: pede ao candidato a colaborador que especifique qual é o seu grau de instrução; talvez como um primeiro critério de filtragem do conteúdo a ser publicado. O Terra oferece, ainda, dicas de como otimizar o conteúdo multimídia a ser enviado.

São vários os assuntos tratados nas matérias publicadas nestas seções, abordando preferencialmente acontecimentos locais. Locais, aqui, se referem não apenas ao Rio de Janeiro, mas também a outros lugares do mundo, como uma matéria do O Globo On-Line enviada por um leitor direto da Indonésia. Numa avaliação superficial, o Terra parece disponibilizar matérias que abrangem todo o país. Na seção Notícias, do Vc Repórter, aparecem assuntos referentes a vários estados e cidades do Brasil.

Entretanto, vale lembrar que, apesar de estar presente nos sites, o jornalismo colaborativo não deixa de ser isto: colaborativo. Ele não rouba o espaço das matérias “tradicionais” e nem oferece risco à profissão, pois não se trata do jornalismo propriamente dito. O conteúdo enviado não é imediatamente colocado no ar, visto que passa pelo crivo de profissionais responsáveis, que selecionam o que deve ou não ser publicado. Ou pelo menos é desta forma que deveria acontecer.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Era da Informação

Por: Joyce Felipe (Opinião)

A era digital trouxe mais velocidade às informações que chegam até nós. Elas vem em maior quantidade (mesmo sem qualidade ou sendo informações vagas, primárias e imprecisas sobre o assunto). E nem sempre a quantidade de informações transmitida atualmente pelos veículos de comunicação é absorvida por nós. É o que Lasswell – aquele estudado em Teoria da Comunicação – chama de Disfunção Narcotizante, que fala sobre a quantidade de informação que nós é passada acaba nos levando ao alheamento. A informação chega até nós com mais velocidade, mas nossas capacidades cerebrais continuam as mesmas.

Os meios mudam cada vez mais rápido. A mídia mais recente é – ou talvez seja – a internet móvel, que acessamos através de celulares. Porém, não deixaremos de usar o computador; assim como continuaremos a assistir TV, ouvir rádio e ler jornais e revistas (a não ser que haja algum tipo de inovação que torne um desses muito obsoletos como aconteceu com o beeper).

Acompanhar essas mudanças deve ser um tanto complicado para os mais velhos. Os mais jovens (me refiro a crianças e adolescentes) tiram de letra. O pessoal de vinte e poucos anos, e alguns trintões, podem se considerar um pouco privilegiados por terem vivenciado um pouco da era analógica e o início da digital. Jogaram Atari pelo menos uma vez na vida, ganharam de Natal ou aniversário um Super Nintendo ou Mega Drive e hoje vão com toda segurança para a lan house jogar on-line.

Toda hora surge, na internet, uma novidade: orkut, Facebook, Second Life, Skype, Twitter. Acompanhar esse mar de novidades não é tarefa fácil. Ainda mais para os jornalistas e comunicólogos em geral. Isso porque, mais do que acompanhar, às vezes tem que estar na frente, na vanguarda dessas novidades.

Os meios de comunicação mais tradicionais são mais cautelosos com os novos meios. Seja o medo da diminuição das vendas dos jornais e da audiência, seja por acharem que Internet e sites de relacionamento não passassem de simples modismos, as grandes empresas de comunicação custaram a aderir as novas formas de relacionamento propiciado pela Internet. Acredito que o Twitter, com suas limitações de caracteres por postagens (e popularizado ainda mais as mensagens curtas e instantâneas), tenha conseguido quebrar esse preconceito.

O que falta, talvez, a esses conglomerados, é investir mais em idéias originais de relacionamento para manter – e atrair – leitores.