terça-feira, 30 de junho de 2009

Terceiro mandato de Lula um mito à brasileira

Por: Anna Carolina Maia (Opinião)

O terceiro mandato do presidente Lula está tão longe de acontecer quanto a CPI na Petrobrás, não há tempo hábil para criar um consenso a respeito da Emenda constitucional. Não adianta correr contra o tempo e nem esperar que os aliados do presidente Lula se entendam a ponto de votar a favor desta reforma constitucional. O Senado é palco de escândalos e neste momento é melhor manter-se longe deles.

Existem dois pontos importantes a respeito desta questão: a aceitação e a sucessão presidencial de Dilma Rousseff. O Datafolha realizou uma pesquisa neste ano e mostrou que uma ementa constitucional que permitisse que o presidente Lula concorresse ao terceiro mandato receberia hoje o apoio de 47% dos brasileiros, perdendo para 49% contrários a esta reforma . O segundo ponto a ser pensando é que antes de ferir a “democracia”, tão exaltada pelo nosso presidente, este suposto terceiro mandato feriria um esquema criado para promover a ministra da Casa Civil como sucessora não só do cargo presidencial, mas da bandeira de uma política voltada para o povo. Acredita-se que o governo Lula continuará através de Dilma e como prova as pesquisas, as intenções de votos cresceram.

O presidente como sempre ambíguo em suas declarações negou o interesse em se reeleger para um terceiro mandato, mas fez comparações com os regimes presidencialistas com os parlamentaristas, esquecendo-se que para ser deposto do poder de presidente é necessário um golpe ( como o golpe militar em Honduras) ou um Impeachment ( como o do Collor) e para deixar de ser primeiro ministro só é preciso perder a maioria parlamentar.
Acredito que não haja de fato interesse político em uma reeleição do presidente Lula, a imagem que o presidente criou continuará viva em sua principal aposta, e o vazio que, provavelmente, nascerá no peito dos brasileiros após o fim do seu mandato será amenizado com a política voltada para o povo que a ministra Dilma manterá.

O maior aliado aos opositores deste terceiro mandato é o estreito prazo para o consenso e para a aprovação desta Emenda constitucional. Enquanto isso, no dia a dia à “sensação” que a crise já passou cresce, e a popularidade do então presidente segue no mesmo ritmo, dando a entender para o povo que o governo “voltado” para ele está fazendo o seu melhor.

Saiba mais:
Um golpe contra a democracia
Lula acha normal terceiro mandato

Lula rejeita 3º mandato em 2010

Enquete:

Quanto à aprovação da 3º Ementa constitucional que permitirá o terceiro mandado para presidente, prefeito e governador, qual a sua opinião?

( ) Sou a favor. Porque um bom governo deve ter mais tempo para pôr em prática seus planos.
( ) Sou contra. Porque é um ato contra a democracia e a alternância de governo favorece toda a nação;

Fórum:

Você acredita que ao anunciar ser contrário a sua reeleição o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará fortalecendo a candidatura da ministra da casa civil Dilma Rousseff? Opine.

Lula Lá: Um terceiro mandato para Lula ?

Por: Gabriel Tavares de Lima (Opinião)

A possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Luís Inácio Lula da Silva, é um dos assuntos mais comentados no Brasil atualmente. Com a doença da ministra Dilma Rousseff (diagnóstica com um câncer linfático em estágio inicial), a proposta de emenda na Constituição (PEC) que possibilitaria mais 4 anos de governo do nosso atual presidente, tem sido cada vez mais discutida no congresso.

O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), autor do projeto, afirma que já tem 191 assinaturas no PEC para o terceiro mandato, e essa possibilidade tem se tornado cada vez mais real.

Para a democracia, seria interessante uma rotatividade de poder, porém a idéia de um terceiro mandato não se trata de uma idéia democrática, mas seria melhor discutida através de um plebiscito com a participação do povo.

O Brasil não corre o risco de se tornar uma nova Venezuela, pois as circunstâncias de cada caso são bem diferentes, devemos olhar para a realidade brasileira, e analisar se a reeleição de Lula poderia ou não ser benéfica para nosso país. Porém, isso só vale se a reeleição for limitada a esse terceiro mandato. A possibilidade de uma reeleição ilimitada, sim, iria ferir a democracia.

Porém, não podemos esquecer, que essa medida também pode envolver outros interesses, como evitar uma possível candidatura de Lula em 2014, ano em que o Brasil sediará uma Copa do Mundo de futebol, desejo esse que Lula possivelmente deve ter, ao abdicar de mais uma reeleição.

Lula ao afirmar que um terceiro mandato seria brincar com a democracia, tem se mostrado coerente com seu discurso na época de oposição, quando criticou a mudança na Constituição, que permitiu a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Saiba mais:

Terceiro mandato de Lula tem apoio de 47% e é rejeitado por 49%, diz pesquisa

Lula minimiza projeto de Terceiro Mandato


Enquete:

Você é a favor de um terceiro mandato para Lula ?

( ) Sim, o Brasil vive um bom momento e a presença dele seria importante para o país

( ) Não, isso seria um grande golpe contra a democracia


Fórum:

O que você pensa sobre a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Lula ?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lei da meia entrada: beneficio ou malefício?

Por Leonardo Magalhães (Opinião)

A partir da aprovação da Lei 4816/06, em julho de 2006, todas as casas de espetáculos, cinemas, teatros e estádios, ou seja, locais que promovem eventos culturais destinados ao “grande público”, passaram a ter como obrigação a concessão de descontos de 50% para estudantes, idosos e outras categorias. Tal medida foi elaborada com o intuito de facilitar o acesso à cultura, estimulando principalmente pessoas carentes a procurar determinados espetáculos. Porém surgiram inúmeros problemas em conseqüência dessa ação.

Quem nunca se deparou com as seguintes respostas ao buscar o seu direito a meia entrada: “o preço anunciado já é equivalente a meia entrada”, ou “o preço da entrada é o preço para estudante”, ou ainda “os convites para estudantes já acabaram”. Esses são casos rotineiros nos estabelecimentos que trabalham com o “benefício”, explicados basicamente como uma tentativa de reduzir o prejuízo por parte dos organizadores de eventos, que não recebem apoio algum do governo, e acabam arcando com muitas despesas. Em vista desses custos, o entretenimento no Brasil sofreu uma queda em relação aos últimos anos. Para contornar a situação, os produtores acabaram por investir menos em “grandes produções” e aumentaram em muito o valor “integral” dos ingressos, seja para um show, um jogo, um filme ou uma peça.

Em virtude do preço alto das entradas para espetáculos, que praticamente duplicou de uns tempos para cá, surgiram as “alternativas” para contornar a situação. Surgiu no país uma verdadeira indústria de “carteirinhas de estudante”, assim como a criação de “entidades” cuja única finalidade é vender o documento, que oferece o desconto até mesmo via internet. As mais conhecidas são a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). Surge também o problema com “cambista”, que adquire sempre uma enorme quantidade de ingressos (esgotando os das bilheterias de espetáculos), e que lucra de forma absurda com o excesso de procura antes e no dia do evento. Muitos desses “cambistas” chegam a vender o ingresso por um preço superior ao “integral” de cada um.

Essas constantes fraudes, que contam ainda com a produção de carteiras de estudante falsificadas, são as principais responsáveis pelos “preços salgados” dos espetáculos no Brasil, afinal seria uma “catástrofe” se todos os ingressos de um show por exemplo forem vendidos pela metade do preço. Esses são riscos que nenhum artista ou empresário quer correr.

Saiba mais:
Em que consiste a Lei da meia entrada
Um breve resumo do PROCON sobre a lei de meia entrada

Enquete:
Deve ser elaborado um projeto de lei mais rígido com relação a meia entrada?

( ) Sim, uma boa medida seria a concessão do desconto apenas para pessoas de baixo poder aquisitivo, de acordo com cotas determinadas por lei.
( ) Não, a meia entrada é um dos maiores benefícios concedidos ao cidadão, e sua restrição provocaria inúmeras críticas

Fórum:
A meia entrada pode ser considerada um benefício? Comente.

O Jornalismo e as novas tecnologias

Por: Gabriel Tavares de Lima (Opinião)

O Jornalismo é uma profissão que nasceu antes mesmo da prensa de tipos móveis de Gutenberg. Desde os primeiros jornais escritos a mão, a posteriormente os jornais impressos, revistas, rádio e televisão, o jornalismo continua evoluindo e se adaptando a essas novas tecnologias.

Então surge a internet, gerando interação entre emissor e receptor, englobando mídias como televisão e rádio, e provocando mudanças nos antigos meios de comunicação. Com a internet, uma informação ou notícia podem ser rapidamente transmitidas para todo o mundo, o jornalista pode presenciar um fato, tirar uma foto, e enviar rapidamente para a redação através de uma lan-house ou cybercafe.

Além de toda essa mobilidade, a internet também gerou novas formas de se fazer jornalismo, como o Twitter, mecanismo que surgiu simplesmente como uma rede social, mas que tem sido cada vez mais usado para se fazer jornalismo.

Um exemplo do uso do Twitter pela mídia, pode ser encontrado na Rede Bandeirantes de Televisão. A Band criou um perfil de twitter, e utiliza essa ferramenta, para transmitir as notícias do jornalismo da emissora, em tempo real, alinhadas de acordo com o programa que está no ar naquele momento. Dessa forma, caso você julgue necessário um aprofundamento no assunto, basta ligar a TV e assistir.

Outro serviço prestado pela Band pode ser encontrado em um perfil da emissora no Twitter específico para o trânsito, fazendo um constante monitoramento do tráfego de São Paulo, ferramenta que causou um impacto muito positivo entre os paulistanos.

O jornalismo está em constante evolução, e pronto para se adaptar a qualquer evolução tecnológica que possa surgir.

Jornalismo Open Source

Por: Gabriel Tavares de Lima (opinativo)

Com o surgimento de novas tecnologias, a sociedade e principalmente o jornalismo, tem lidado com uma questão inimaginável em outros tempos: o Jornalismo Open Source, também chamado Jornalismo Colaborativo.

Com a possibilidade de se criar um veículo como um site, ou até mesmo um blog, o cidadão comum, antes mero receptor da notícia, passa a ser também um emissor, sem depender de diploma ou formação jornalística. Nesse contexto, surgem mídias como o Centro de Mídia Independente, o Jornal de Debates e, até mesmo o BrasilWiki, um portal brasileiro voltado para o Jornalismo Colaborativo.

As grandes mídias logo passam a olhar para esse fenômeno, com a criação de espaços como o Vc-Repórter (no portal Terra) e Eu-repórter (no Globo.com).

O Jornalismo Cidadão pode ser encarado como uma forma de democratizar a informação, fazer com que o cidadão comum tenha acesso a notícia, não apenas como leitor, mas participando ativamente em sua produção e veiculação. Essa modalidade de jornalismo, não ocupa o espaço do jornalismo tradicional, funcionando como um complemento, pelo qual podemos ter acesso a notícias locais que talvez não fossem veiculadas.

O Jornalismo na Era Digital

Por Leonardo Magalhães (Opinião)

O futuro do jornalismo é dado como incerto. Comentários sobre o fim do jornalismo são freqüentes. Porém, a internet não representa o fim do jornalismo e de seus profissionais, mas sim uma intensa mudança nas práticas convencionais de apuração e difusão da informação. Os jornalistas, principalmente os que estão entrando no mercado agora, devem se adaptar as novas ferramentas de comunicação, e as transformações que ocorrem ao seu redor.

Um dos pontos mais favoráveis do jornalismo online, é a interação entre quem escreve e quem lê as notícias. A internet é um meio de comunicação que permite a troca rápida, e muitas vezes imediata, de mensagens entre indivíduos situados nos mais distantes lugares do mundo. Logo, esse novo meio potencializa o contacto entre os jornalistas e os seus respectivos públicos. Outro ponto forte da internet, é a associação de texto, som e imagem em uma mesma matéria, coisa que os demais meios de comunicação não poderiam concretizar.

Grande parte dos jornalistas hoje em dia, utiliza o novo meio para a pesquisa de informação, complementar ou não, com que vão construir a notícia. Partindo deste ponto, o conhecimento e a forma com que utilizam as novas ferramentas de trabalho, é fundamental para facilitar o acesso às informações, bem como para a publicação das matérias em rede. A internet tem uma forma diversificada de apresentação do conteúdo informativo, ou seja, enquanto outros meios o apresentam de forma linear, a internet permite que se faça uma leitura não-linear de seu conteúdo. Este é outro quesito que o jornalista deve acrescentar ao seu perfil de trabalho. O jornalista deve levar em consideração a escrita não linear quando seu texto for publicado online, principalmente ao se tratar de um texto extenso. A leitura no computador é cansativa e os usuários não gostam de ler grandes conjuntos de texto. Por isso, as notícias mais extensas devem conter os famosos links e hiperlinks. Dessa forma o internauta poderá decidir ou ordenar de que forma deseja ler tal texto.

Não só o jornalista como também os meios de comunicação convencionais vem se adequando as novas práticas do jornalismo. Muitos jornais impressos, rádios e programas noticiosos da televisão possuem suas versões online, e em seus sites divulgam não só materiais de texto e fotos, como também vídeos e sons. O espaço também permite na maioria das vezes, a participação do leitor de forma opinativa, através de enquetes, fóruns ou chats, que tratam geralmente de temas da atualidade. Isto torna o público cada vez mais presente e fiel. A partir do momento em que uma notícia é publicada, o leitor pode apresentar os seus comentários sobre o assunto ou sobre o trabalho do jornalista, e os jornalistas por sua vez que sempre influenciaram de alguma forma seus leitores, agora podem também serem influenciados de alguma maneira. Os leitores interagem diretamente, passando conhecimentos e novas perspectivas acerca de determinados assuntos, informações, e até mesmo sugestões de temas para notícias e reportagens. Agora um simples leitor pode se tornar uma fonte valiosa.

Por último vale ressaltar que, no mundo globalizado, onde aparatos tecnológicos mais sofisticados surgem diariamente, pessoas anônimas vem se tornando conhecidas por produzirem informações. Esta prática, chamada de “Jornalismo Cidadão”, está redefinindo o papel do jornalista. Não cabe mais ao jornalista somente contar um fato, mas sim interpreta-lo e apresentar sua opinião ao seu público.

A questão do Jornalismo Colaborativo

Por Leonardo Magalhães (Opinião)

O Jornalismo Colaborativo, conhecido também por “Jornalismo Cidadão”, é basicamente o “jornalismo convencional” feito pelo próprio cidadão. Este novo método revolucionou sem dúvida as práticas habituais de acesso, captação e transmissão de informações. Em certos casos, o sentido de “colaboração” é mais claro, visto que muitas matérias são feitas por jornalistas, juntamente com seu público.

O ponto forte desta nova prática, que vem se tornando cada vez mais comum hoje em dia, é a possibilidade de qualquer “indivíduo” produzir uma “notícia”, contanto que disponha de aparelhos como celulares, câmeras, filmadoras, etc. Com o avanço da tecnologia, novos aparelhos são colocados no mercado, de forma a facilitar essa “produção”. É o caso por exemplo dos celulares que possibilitam a gravação de vídeos, de áudios e de imagens.

Em contrapartida, não só os profissionais de jornalismo procuraram se adequar a esse novo processo, como também os sites noticiosos. O Globo e o Terra são exemplos disso:

A seção Eu-repórter do Globo, permite que todos os usuários que foram cadastrados enviem suas reportagens, tendo elas fotos, vídeos, textos ou áudios. O home da seção apresenta as matérias de maior destaque entre as enviadas por internautas, sendo algumas avaliadas pelo público, que ainda pode deixar seu comentário em um espaço destinado somente a isso. As questões abordadas nas matérias são diversificadas, mas em suma relatam e alertam para questões sociais. Há uma coluna central na seção que exibe as últimas matérias postadas, de acordo com o horário e as atualizações do site.

A seção Vc-repórter do portal Terra, possui uma interface mais clara e convidativa, também com o conteúdo mais atual. Oferece ao usuário a possibilidade de publicar seus materiais e ideias em blogs, fotologs, e em comunidades do Terra. Outro ponto positivo são as dicas dadas para a produção de um bom texto, e sobre como enviar os matérias por vídeo, câmeras e celulares.